
“Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola.”
13 de jun. de 2012
amor próprio
Se fosse ontem eu teria feito o inferno. Teria enlouquecido e pedido o celular há um estranho na rua pra poder te responder. Eu teria esperneado, quase chorado, porque iria ficar preocupada com você achando que eu estaria te ignorando, ou que não estivesse nem ai pra sua mensagem. Mas a questão é que aconteceu hoje, e hoje eu tenho amor próprio. Ai eu não podia ir atrás de Deus e o mundo para te responder. Responder a tal mensagem que ti resolveu mandar por que não tinha nada melhor pra fazer, ou porque percebeu que eu não mendigava seu afeto a mais de uma semana. Eu enlouqueci no primeiro segundo, e tive um celular nas mãos com uma mensagem escrita explicando que tava sem credito, e sentia saudades também. Mas eu apaguei, e devolvi ao dono. Porque em um segundo de lucidez, pensei: porque me incomodar dizer algo a alguém que me ama tanto, mas não se importar em ignorar as minhas mensagens, sumir por dias seguidos ou dar desculpas esfarrapas sobre porque fala comigo ou não? Eu sinto sua falta. Não é toa que vivo espalhando por ai que você o amor da minha vida e penso o tempo todo em contar qualquer besteirinha que acontece no meu dia. Mas você não se importa mais’, ou com qualquer coisa que tenha haver comigo. E bem que eu queria, queria alguma parte de ti ainda fosse minha, que pelo menos cuidado ainda tivesse por mim. Mas não tem, e ambos sabemos disso. Então porque correr atrás? Porque enlouquecer o mundo pra responder alguém que não faz o mínimo esforço para falar quando eu peço um pouco de atenção? Você não me informa quando tá com celular quebrado, ou faz o inferno para me achar quando eu sumo porque tá preocupado que alguma coisa tenha acontecido comigo. Você fala com o mundo e decide me ignorar, porque posso ser a segunda opção. Ou você acha que eu não sei o que tá acontecendo com seu celular ou alguma coisa assim? Eu sei, mas eu aceito todas as suas desculpas pra não brigar com você. Só pra que esse nosso silencio não fique mais insuportável, pra que essa nossa relação toda quebrada cheia de “eu te amo” da boca pra fora não desapareça de uma vez. Eu reservo toda minha cegueira para as justificativas que você vai dizer. Eu tenho toda paciência do mundo para as suas desculpas esfarrapadas. Só não me pede para correr o mundo ainda atrás de você, porque perdeu esse direito. Perdeu durante todo esse tempo que optou por me magoar, mudar e não querer conversar sobre nós, perdeu quando decidiu colocar um pano por cima do pintura que você manchou. Não, agora eu tenho esse tal de amor próprio. E com ele eu digo bem assim: Não, eu to sem credito, e não vou enlouquecer por não poder te responder.

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